Tabela do IR: declaração de Mantega causa reação entre sindicatos
A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a correção da tabela do Imposto de Renda
A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a correção da tabela do Imposto de Renda não está sendo estudada pelo governo provocou reações imediatas nas principais centrais sindicais.
Segundo o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antonio Neto, o ministro não está incubido das negociações, por isso, não deveria opinar. “O ministro Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência da República) é quem está negociando conosco, ele foi indicado pela presidente Dilma e nós só iremos conversar com ele”, disse.
“Nós vamos forçar por um lado e eles [parte do governo] vão forçar por outro, mas a palavra final vai ser dada pela presidente Dilma. E tenho certeza que ela ficará do nosso lado, como sempre deixou claro”, diz Neto.
O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, concorda. “O Guido Mantega não participou da reunião e está fazendo comentários diferentes do resto do governo. Ontem, ficou claro que vamos conseguir a correção. O governo já sinalizou isso. O que vamos negociar agora é o salário mínimo. Vamos continuar insistindo, mas, se não tivermos sucesso, vamos para o legislativo”, afirmou Patah à Agência Brasil.
Apropriação indébita
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também se mostrou contrária às declarações de Mantega.
“Se o governo federal não corrigir a tabela do imposto de renda, isso vai equivaler à apropriação indébita, pela Receita Federal dos recursos dos trabalhadores”, disse o presidente nacional da entidade, Artur Henrique, em nota.
Reivindicações
Os representantes dos trabalhadores reivindicam uma correção de 6,46% na tabela. De acordo com os sindicatos, o ministro Gilberto Carvalho teria acenado para a possibilidade de correção em 4,5% durante a reunião realizada na última quarta-feira (26), que terminou sem consenso. Além disso, os sindicalistas discutem o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias e pensões acima do piso salarial.
Um novo encontro foi marcado para o próximo dia 2, em Brasília.
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