Planejamento antecipado ajuda a evitar erros na declaração do Imposto de Renda 2026

Manter rendimentos e documentos organizados evita problemas na hora de declarar o IR 2026

O início do ano traz responsabilidades já consolidadas para os brasileiros. Uma delas é a declaração do Imposto de Renda. Neste ano, em especial, essa obrigatoriedade exige ainda mais atenção do contribuinte, uma vez que marca o início da implementação da reforma tributária.

Além disso, com a digitalização dos processos tributários no Brasil, a Receita Federal ampliou o uso de sistemas eletrônicos de monitoramento, declarações pré-preenchidas e cruzamento automático de dados. A partir desse cruzamento, inconsistências passam a ser detectadas com maior agilidade.

Por isso, é fundamental que o planejamento tributário seja feito já nos primeiros dias de janeiro. “Na maioria dos casos, o erro não está no preenchimento final da declaração, mas na ausência de controle mensal de rendimentos e despesas. Iniciar o planejamento em janeiro reduz de forma relevante o risco de informações incorretas e incoerências fiscais”, explica o advogado tributarista André Peniche.

“O principal benefício de começar o planejamento em janeiro é a tranquilidade. O contribuinte ganha tempo para revisar informações, corrigir eventuais erros e até identificar oportunidades de planejamento tributário legal, sempre dentro das regras. Evitar a pressa do último momento é a melhor forma de reduzir riscos e garantir uma declaração segura”, acrescenta.

Tecnologia aumenta rigor da Receita com as declarações do IR

Segundo dados da própria Receita Federal, o número de declarações retidas em malha fina por inconsistências simples, como omissão de rendimentos, divergência de informações e erros na declaração de despesas dedutíveis, tem crescido nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, entre 17 de março e 23 de setembro de 2025, das mais de 45,6 milhões de declarações recebidas, cerca de 3,97 milhões (8,7%) ficaram retidas em malha fiscal, e ainda restam mais de 1,29 milhão (2,8%) em análise, com deduções médicas e omissão de rendimentos como principais motivos.

Por outro lado, relatórios também divulgados ao longo de 2025 pelo órgão fiscal mostram que mais da metade dos contribuintes teve direito à restituição. Assim, é fundamental que a declaração seja feita de forma organizada.

De acordo com o balanço oficial:

  • 56,4% das mais de 43 milhões de declarações entregues dentro do prazo resultaram em imposto a restituir;

  • apenas 22,2% tiveram imposto a pagar.

Principais dicas para quem declarar o Imposto de Renda em 2026

O especialista destaca os seguintes pontos de atenção:

  • Organize as informações: manter informes de rendimentos, extratos bancários, comprovantes de despesas dedutíveis e documentos de compra e venda de bens de forma contínua facilita a conferência das informações.

  • Investimentos também exigem atenção redobrada: aplicações em renda variável, como ações, ETFs e fundos imobiliários, bem como investimentos no exterior, fundos de investimento e ativos sujeitos a regimes específicos de tributação, demandam acompanhamento mensal para a correta apuração de ganhos, perdas e rendimentos tributáveis. Dessa forma, é fundamental manter um acompanhamento contínuo das operações.

“Manter um controle mensal detalhado de todas as operações é fundamental. Registrar compras, vendas, ganhos, prejuízos e os impostos pagos, inclusive no caso de investimentos no exterior, facilita a conferência das informações e reduz drasticamente a chance de inconsistências na declaração do Imposto de Renda. Esse acompanhamento ao longo do ano torna o processo mais seguro e evita surpresas quando chega o prazo de entrega”, conclui Peniche.

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