Reajustes salariais se mostram INSUFICIENTES durante o mês de setembro. Entenda

A pesquisa também trouxe outro dado importante. No período analisado pelo boletim Salariômetro, foram contabilizados os registros de 192 contratos

De acordo com o mais recente boletim Salariômetro – Mercado de Trabalho e Negociações Coletivas divulgado na quinta-feira (22), enquanto 43,4% dos reajustes salariais de agosto ficaram abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), 30,2% ficaram acima. Este é o terceiro mês seguido que o reajuste mediano empatou com o INPC acumulado de 10,1%.

Os dados são divulgados todos os meses pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Nesta última pesquisa, percebeu-se que o piso mediano, por sua vez, ficou em R$ 1.390, valor 14,7% acima do salário mínimo. O mesmo estudo trouxe uma estimativa para o mês de setembro, até o momento 63,5% dos reajustes salariais estão acima da inflação.

A pesquisa também trouxe outro dado importante. No período analisado pelo boletim Salariômetro, foram contabilizados os registros de 192 contratos, sejam eles acordos ou convenções, assinados com reajuste. Neste ano, ao todo, foram 12.621 negociações registradas e que chegaram a ser contabilizadas pela pesquisa.

Maiores e menores reajustes salariais

Ao analisar os setores de prestação de serviço, a pesquisa conseguiu indicar qual obteve o melhor e maior reajuste salarial. E qual foi aquele em que os funcionários tiveram reajustes salariais pequenos, neste dados foi visto que na verdade houve reajuste médio negativa, significando que não conseguiu alcançar o aumento da inflação.

  • Melhor reajuste: setor de joalheria com aumento de 0,93%;
  • Pior reajuste: setor de empresas jornalísticas com – 3,92%.

O período analisado foi de janeiro a agosto deste ano.

Método de análise para a pesquisa

Os resultados são obtidos depois da tabela Fipe ter acesso aos dados compartilhados pela página Mediador do Ministério da Economia. Ao acessar o sistema, a instituição coleta os dados de 40 resultados da negociação coletiva, desagregados em acordos e convenções e também por atividade econômica e setores econômicos.

Em seguida, organiza os valores e cria tabelas referente ao que foi analisado. Vale dizer que tanto a coleta de dados como o resultado das informações não leva em consideração a quantidade de trabalhadores cobertos, porque esse registro não é compartilhado pelo portal.

Caso a página Mediador administrada pelo Ministério da Economia não tenha trazido todas as informações, ou não tenha completado os dados, o boletim da Fipe pode ser atualizado.

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